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Coberturas Videográficas

Aqui, em breve, trechos (pílulas videográficas) de alguns eventos cobertos por nós:

Novembro- Teia 2007, Sessão Pipoca
Setembro – Lançamento Teia Cultural
Agosto – TV Muro SBT Realidade: Lendas de Sabará – exibido SBT dia 31 de outubro
Julho – Seminário Internacional de Inverno SP (Auto-educação Vitalícia – antiga macrobiótica), vernissage André Araújo
Junho- Luta antimanicomial
Maio – Lapinha Museu Vivo,
Abril – Felco (Festival Latino Americano da Arte Obreira) , Seminário de Outono BH (Auto-educação Vitalícia – antiga macrobiótica), Consciencia Negra

DOCUMENTÁRIO assista um trecho. MESTRE DÁ LIÇÃO – 10min. Direção e Roteiro : Carem Abreu. Imagens : Avesso Filmes e Renata Otto. Fotos : Alonso Pafyese. Edição : Pedro Latorre. Junho 2007.Leia a Sinopse

FICÇÃO Em breve.
PROGRAMA GAROTO- 2 min. Direção e Roteiro: Júnia Costa. Imagens: Carem Abreu e Júnia Costa. Edição: Carem Abreu e Celso Lembi.
Leia a Sinopse

VÍDEO INSTITUCIONAL - Veja um trecho
ACESA- Associação Cultural Eu Sou Angoleiro – 7 min. Direção, roteiro, imagens e edição: Carem Abreu. Finalização: Pedro Latorre.
L
eia a Sinopse

Ação Social
A “Atos Central de Imagens” vem desenvolvendo, desde abril de 2007, atividades pró-ativas de cobertura e assessoramento ao terceiro setor. Em novembro iniciaram as exibições gratuitas Da “Sessão Pipoca”, nosso Cineclube Social.
   
 
     
 
Associação Cultural Eu Sou Angoleiro
 
Centro Internacional
Auto-Educação Vitalícia
Templo Zen Pico de Raios
   

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031 - 4063-9822   9297-1582     
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NOTÍCIAS

   

CIDADANIA, CULTURA E EDUCAÇÃO TEM GOSTINHO PIPOCA

Reportagem - Liliane Martins
Edição/Revisão - Carem Abreu

Depois do bairro Santa Tereza, a Sessão Pipoca Itinerante aconteceu no dia 29 de maio na sede do pré-vestibular Educafro Minas, região central da capital mineira. Cerca de 30 pessoas, entre alunos, funcionários e convidados participaram do evento. Alguns vieram no intuito de assistir uma sessão de cinema e comer uma pipoquinha, mas se surpreenderam ao notar que a exibição de produções independentes, com uma roda de conversa temática, era mais que isso: foi um espaço de convivência e aberto para a reflexão sobre o papel e o rumo da educação nos dias atuais. O tema  da sessão foi “Pra que serve a educação?”, e fomentou uma discussão enriquecedora na companhia das facilitadoras Danielle Anatólio, coordenadora da Educafro Minas e da pedagoga Alexandrina Nicodemos.

A MOSTRA BH IMAGEM E SOM – BHIS I apresentou filmes produzidos em 2005/2006 por alunos do Centro de Referência do Audiovisual – CRAV/MG, por meio do projeto Belo Horizonte Imagem e Som (BHIS II). Os filmes foram: "CONTRASTES", de Joacélio Batista (1 min) – Exposição visual de diversos contrastes na realidade social de Belo Horizonte. “TRADUZIDA EM PALAVRAS”, de Sérgio Vilaça (1 min) – A cidade de Belo Horizonte traduzida em palavras pelo dicionário, pelos olhos do diretor e por seus próprios moradores. “SEU DODÔ”, de Rosane Vita (1 min) – O depoimento de Seu Dodô, um senhor que nasceu e cresceu em Belo Horizonte em uma época onde tudo que escutamos falar sobre o ideal de bem viver era real. “MARTE” e “PLUTÃO” (animações). Já a MOSTRA INDEPENDENTE trouxe apenas um filme AJÉ AWÓ, SABERES E SABORES DA ÁFRICA”, de Júnia Torres (11 min) – Uma reflexão sobre as crenças, raízes e tradições da religião trazida para o Brasil pelos negros. Além de um histórico sobre a trajetória dos negros para o nosso país e a filosofia do Candomblé, de tradição yorùbá, sobre a criação do Universo. O ritmo, o uso contínuo de percussão em sua trilha, imagens de dança afro e a culinária, exemplificam como agradar cada Orixá.

RODA DE CONVERSA
”Pra que serve a Educação?” Até que ponto a educação contribui para cidadania? Será que o ensino possibilita a reflexão das informações e a inclusão social? Essas e outras questões foram debatidas pelos participantes, após a exibição dos curtas. A pedagoga Alexandrina Nicodemos abriu o tema questionando aos presentes “Será que a educação está sendo feita de forma correta?”, para ela a educação só se dá a partir do momento que tem sentido para quem a recebe. “A educação tem que atuar de modo a transformar a vida do outro. A escola deve atuar como instrumento de transformação e resgate da cidadania. Não tem sentido a escola abrir um espaço para esporte, se o mesmo não representa sentido algum para o aluno. É preciso verificar se está coerente, o que está faltando, qual o valor que aquela atividade tem”, explicou Alexandrina.

Danielle Anatólio, coordenadora do Educafro Minas, fundamentou-se na fala de Alexandrina, para demonstrar o quão é importante a presenças de algumas matérias no quadro de disciplinas lecionadas no Educafro, como a de Cultura e Cidadania.  “Essas duas matérias estão presentes em nossa grade de matérias, justamente para trabalhar em sala de aula, como conteúdo programático, essas questões”. Concordando com a fala das facilitadoras, o historiador e professor do Cursinho Comunitário do Bairro Paulo VI, Renato Oliveira, ressaltou a necessidade de se discutir o verdadeiro papel da escola: “a gente precisa saber qual é a função dela enquanto instituição. Ela precisa formar pessoas cidadãs e não semi-profissionais, como está acontecendo”, afirmou Renato.

PROBLEMAS DE EDUCAÇÃO OU COMUNICAÇÃO?
Lorena Magalhães, aluna do Educafro, problematizou a situação na escola. Ela afirmou que os professores se preocupam em apenas lecionar, isentando-se de manter um contato mais próximo aos alunos, com o objetivo de entendê-los mais e participar ativamente de suas vidas: “os professores não importam se o aluno está aprendendo ou não, se está com dificuldades ou não. Parecem que estão ali somente para transmitir conteúdo e bater cartão. Se tivesse um pouco mais de diálogo, encontros fora da escola, o aluno aprenderia mais”. Luciana Araújo, também aluna do Educafro, concorda com Lorena: “a escola nem sempre se empenha na busca da interação entre família e escola e isso prejudica ao aluno”.

Muitas vezes os problemas não se encontram somente com os professores. Rafael Duarte, aluno do Educafro, se embasou em pesquisas publicadas em jornais para afirmar que os professores estão desmotivados a lecionar. “Essa desmotivação se deve ao comportamento da maioria dos alunos, ou melhor, à falta de educação deles. Se em casa ele não recebe, não será a sociedade que dará”, analisou Rafael. O professor de física do Educafro, Guilherme Silva, lamentou a atual relação professor/aluno. Para ele os alunos não valorizam outros métodos de ensino que não sejam feitos através de cobrança de nota, como por exemplo, a importância educacional de um evento como esse. “Há muito problema de leitura. Só o fato de estarmos aqui, escutando uns aos outros já estamos lendo. O problema é que muitos alunos vêem à escola para ter média para passar e não em busca de conhecimento”, ressaltou.

“Até que ponto a escola é produtora ou reprodutora da sociedade? Acredito que devemos aprender a caminhar juntos, participar juntos das atividades, porque a convivência sempre proporciona um momento de troca, e assim, o outro terá sempre um pouquinho da gente”, analisou Marcelo Dugulin, historiador e professor de Cultura e Cidadania do Educafro. Pollyanna Nicodemos, uma das coordenadoras do Educafro, acredita que a escola deve ser um espaço de convívio social, uma vez que há muitos casos de evasão escolar, devido o mau papel desempenhado na escola. Para ela é “preciso resignificar o espaço escolar! Mas, se ela não deixa o aluno ser parte dela, seja por causa do preconceito, seja pela exclusão social, que significado a escola terá para o aluno? Por isso é preciso tomar muito cuidado, pois a escola tem o poder de transformar, mas também tem o poder de destruir”, alertou Pollyanna.

Confira as fotos Sessão Pipoca Itinerante - Educafro Minas

O CURSINHO
Aprendendo com Cidadania. Essa é a forma do pré-vestibular comunitário Educafro Minas desenvolver seu trabalho educacional. Criado em 1998, no Sul de Minas Gerais, na cidade de Passos/MG, o Educafro hoje tem sete núcleos distribuídos em Minas e uma sede regional mantida pela Associação Franciscana de Educação e Assistência Social. O objetivo desse projeto é viabilizar o ingresso de pessoas negras e pobres na universidade para ampliar seus horizontes, elevar a auto-estima e torná-los cidadãos ativos junto à comunidade em que estão inseridos. Além das aulas convencionais, o Educafro trabalha em seus alunos a solidariedade, a cidadania e senso crítico. Em cada núcleo é fomentada a promoção e conscientização de cada indivíduo, proporcionando a ele a oportunidade de ser responsável por suas ações a partir da participação em projetos, assembléias, vestibulares e das aulas de Cultura e Cidadania, que tem a mesma proporção de créditos que as matérias do ensino convencional. Informações:

Informações na sede:
Avenida Amazonas, 314, sala210, 2° andar – Centro – Belo Horizonte/ MG CEP: 31180-001
Telefone: (31) 3271-3038
E-mail: educafrominasuai@yahoo.com.br
Site: www.educafrominas.org.br

PRÓXIMA SESSÃO PIPOCA ITINERANTE no bairro SANTA TEREZA - BH
A próxima Sessão Pipoca será quinta-feira, 26 de junho, às 19 horas na 20° cia, do 16° Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, região leste da capital mineira. O local fica na Rua Norita, nº4, próximo à pracinha Coronel José Persilva. O tema da Roda de Conversa será Mudar pra quê? Comprometimento social, meio ambiente e reciclagem.

Confirme sua presença no (31) 4063-9822. Participe!

O Cineclube Social Sessão Pipoca foi criado pela produtora audiovisual ATOS Central de Imagens para proporcionar a reflexão da atuação dos movimentos sociais a partir da análise da produção cinematográfica. Ele é composto por dois momentos: a Exibição de Filmes e uma Roda de conversa sobre a temática do filme exibido. No ano passado, as sessões de nosso Cineclube Social eram realizadas somente na sede de ATOS Central de Imagens, no bairro Santa Tereza. Este ano, os idealizadores do projeto leva o evento mais próximo dos movimentos sociais.

 

 
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