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CRÍTICO LEITOR: DESEJO E REPARAÇÃO
Por Washington Torres
Briony Tallis (Saoirse Ronan) tem uma família rica, treze anos e muita imaginação. Estamos na Inglaterra de 1935. O tempo está bem quente – além do calor do verão, já se fala na guerra que está por vir. Mas Briony tem outras preocupações: convencer seus primos, que estão de visita na mansão da família, a atuar na peça que ela acaba de escrever.
No intervalo de um tumultuado ensaio, Briony, vê sua irmã mais velha Cecília (Keira Knightley) discutindo com Robbie (James McAvoy), filho único da criada que está com a família há anos. Por que discutiam daquele jeito? O que estaria acontecendo entre os dois? Mais tarde, Briony chegará a conclusões sobre Robbie e, quando um crime vier turvar a paz daquele tranqüilo fim-de-semana, a menina não terá dúvida sobre quem o praticou.
Briony é a protagonista do filme. Vamos acompanhá-la da adolescência à velhice, passando pela época da juventude, marcada pelo arrependimento causado pelas acusações que fez a Robbie e pela guerra. Desejo e Reparação agradou muita gente – basta ver a cotação que a maioria dos jornais deu ao filme... Será que é efeito do tanto de indicações para o Oscar? Foram seis: filme, atriz coadjuvante, fotografia, roteiro adaptado (do romance homônimo de Ian McEwan), figurino e trilha sonora original (único que levou).
O tema é bem interessante – a maldade que reside em todos nós e que, mesmo contra a nossa vontade, dá as caras de vez em quando. No entanto... A direção pesa a mão em certos passagens, a trilha sonora é empregada de maneira tão redundante que chega a irritar e a sutileza das situações é soterrada por um tratamento que tende para o melodrama meloso. Mas, alguma coisa se salva? Sim! Saiorse Ronan, como Briony Tallis (aliás, indicada ao Oscar de atriz coadjuvante).
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