|
|
UMA FLOR QUE BROTA NAS TERRAS DO MORRO DO CASCALHO
Reportagem - Liliane Martins
Edição/ Revisão - Carem Abreu
O Centro de Educação e Cultura Flor do Cascalho é uma das frentes de trabalho da ACESA, criadano Morro do Cascalho em 2004 por Ricardo Manaus, treinel de capoeira da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro- ACESA. Ricardo iniciou voluntariamente em 2001 seus trabalhos de capoeira Angola no Morro do Cascalho. As aulas aconteciam num campinho de futebol, de terra batida. Depois de um ano, as aulas começaram a ser realizadas no Centro Comunitário Nossa Senhora. Em 2004, novas pessoas foram se somando ao projeto e o trabalho da ACESA e em 2007 o trabalho no Flor do Cascalho evoluiu: a entidade tornou-se um Ponto de Cultura, através do Programa Cultura Viva criado pelo Ministério da Cultura.
Júlio Souza, professor do cursinho Pré UFMG é coordenador do Flor do Cascalho juntamente com Ricardo Manaus. Ricardo trabalha a questão humana com a capoeira angola e o Júlio fica na parte dos recursos humanos. Ambos buscam estimular nos freqüentadores o trabalho voluntário de modo que se tornem multiplicadores da Capoeira Angola, na comunidade em torno dela. Júlio diz ue o Flor do Cascalho “é um trabalho que tenho muito carinho e dedico boa parte do meu tempo aqui, pois acredito se tratar de um lucal com uma linha-mestra voltada para a educação. Ela visa o fortalecimento dos laços comunitário e de crescimento cultural na comunidade do Cascalho”. Para Ricardo, o Flor do Cascalho “é uma forma de contribuir para a educação do outro”.
Valor do Voluntáriado
Atualmente, as principais atividades da Flor do Cascalho são as aulas de Percussão, Capoeira Angola e Dança Afro-brasileira. Estão previstas atividades de Ioga, Informática e Alfabetização. Todos da comunidade e os que vivem em torno dela, ou até mesmo de outros bairros podem se beneficiar dos trabalhos oferecidos pelo Flor do Cascalho. Entretanto, os coordenadores acreditam que os maiores beneficiados são os próprios voluntários. Pois todos os envolvidos com os trabalhos da casa são estimulados pelo prazer de ver as pessoas da comunidade crescerem num Centro de Cultura e de Convivência. Ali todos trabalham diariamante pelo resgate da cidadania em busca da construção de uma sociedade mais harmônica.
O Ponto de Cultura Flor do Cascalho está aberto para receber parcerias de qualquer natureza e pessoas que queiram se aventurar no trabalho voluntário somando novas atividades à casa e/ ou trazendo idéias ou doações. Além disso, uma das maiores preocupações da coordenação da Flor do Cascalho é a Biblioteca. Ela tem mais de 3 mil obras no acervo, mas não está organizada pela ausência prateleiras.
Informações/ Doações
Endereço: Rua Marco Antônio, 250 – Morro do Cascalho
Tel: (31) 9743-6970 (Ricardo) ou 9624-0509 (Julio)
Email: flordocascalho@hotmail.com
Acesa
A ACESA – Associação Cultural Eu sou Angoleiro é um centro de formação de capoeira angola e dança afro em Belo Horizonte. Criada em 1993, a ACESA é uma instituição sem fins lucrativos, considerada de “Utilidade Pública” pelo município e pelo estado. A entidade sempre primou a importância da inter-relação “Comunidade – Cultura – Educação” por meio da Capoeira Angola e da Dança Afro-brasileira. O objetivo da ACESA é contribuir na redução do preconceito étnico-social a fim de melhorar a qualidade de vida dos moradores de vilas e favelas. O trabalho da ACESA é voltado para a inclusão social por meio da valorização cultural das pessoas que foram excluídas da sociedade pelo fato não terem acesso aos bens de consumo. A ACESA hoje tem mais de 500 integrantes e trabalha em parceria com escolas públicas e associações de bairro, atendendo crianças, jovens e adultos. Os trabalhos oferecidos são voluntários e por isso, sempre enfrenta dificuldades no desenvolvimento de suas atividades.
Atualmente, a ACESA é referência em Capoeira Angola em Belo Horizonte. A prioridade de acesso aos seus trabalhos é voltada para pessoas em situação de vulnerabilidade social, baixa renda e dificuldade de acesso à cultura. Na ACESA são realizados trabalhos de formação nas áreas de capoeira angola, dança afro, percussão e teatro com atividades nas 18 frentes de trabalho espalhadas por toda grande BH (Centro, Vila Acaba Mundo, Morro do Cascalho, Santa Tereza, Barro Preto, Pampulha, Santa Luzia, Jardim Canadá, Contagem, Betim, Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Ribeirão das Neves e ) MG (Pará de Minas, Codisburgo,Coronel Fabriciano) Bahia (Ilhéus) e agora em 2008 iniciou suas atividades em Portugal com o treinel Boi.
Ponto de Cultura
Ponto de Cultura é uma ação do Programa Cultura Viva desenvolvido pelo Ministério da Cultura. Para participar sociedade civil organizada, que atuam no setor cultural passam por um processo seletivo nacional e firmam um convênio com o Ministério da Cultura, tornando-se um Ponto de Cultura. Esse Ponto fica responsável por articular e impulsionar as atividades já existentes nas comunidades. Não tem modelo, nem instalações físicas e programação ou atividades únicos que definam um Ponto de Cultura, mas para se tornar um Ponto é preciso que todos tenham um aspecto comum: a transversalidade da cultura e a gestão compartilhada entre poder público e a comunidade.
Para participar é preciso que a entidade inscreva seu projeto na seleção divulgada pela Secretaria de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura através de um edital. Após ter sido selecionada, a instituição firma um convênio com o Ministério da Cultura e recebe recursos financeiros para investir no projeto apresentado.
Atualmente, existem mais de 650 Pontos de Cultura no Brasil e deverá ter muito mais, pois o Ministério da Cultura, por meio desse programa, agrega recursos e novas capacidades em projetos que ampliam possibilidades artísticas e qualidade cultural das comunidades beneficiadas.
|
|