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LAPINHA MUSEU VIVO NO MÊS DA ABOLIÇÃO
Entre os dias 23 a 25 de maio acontece a 5ª edição do “Encontro de Cultura de Raiz” realizado em Lagoa Santa e na Gruta da Lapinha pela Associação Eu Sou Angoleiro. O evento acontece desde 2004, no último final de semana do mês da abolição. São três dias de contato direto com culturas de raiz de matriz africana, como a capoeira angola, o congado, o candobe, o samba e a dança afro, e com mestres antigos.
Com intensa programação cultural- que vai de espetáculos musicais e de dança, aulas de capoeira angola, teatro, percussão, dança afro - o “Lapinha Museu Vivo” promove a reflexão sobre a importância da valorização do patrimônio material/imaterial da Gruta da Lapinha, da educação ambiental e da cultura popular.
Durante a programação de sexta (23) e sábado (24) acontecerá a AVANT PREMIER do documentário ENCONTROS DE RAIZ (6 min, maio 2008, Direção e imagens de Carem Abreu. Edição Ton Amâncio). A obra apresenta imagens gravadas durante o Lapinha Museu Vivo do ano passado. O filme é uma produção da ATOS Central de Imagens, em parceria com a Associação Cultural Eu Sou Angoleiro. Informações www.atosimagens.com.br
ACESA – Associação Cultural Eu Sou Angoleiro
Criada em 2002, a partir do Grupo de Capoeira Angola Eu Sou Angoleiro, a ACESA realiza desde 1993 trabalhos de formação nas áreas de capoeira angola, dança afro, percussão e teatro. Por meio de seu núcleo Irmandade Atores da Pândega, em Lagoa Santa, realiza nessa cidade desde 2003, o evento anual “Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição”.
SOBRE O ENCONTRO DE CULTURA DE RAÍZ
Reúne mais de 300 agentes sociais envolvidos em sua produção, e um público médio de 1200 pessoas por edição. O Lapinha Museu Vivo propõe a vivência com o ancestral, não somente para os alunos das escolas públicas da região. O encontro é um verdadeiro instrumento de acesso e valorização do patrimônio imaterial - das tradições culturais de raiz como a capoeira angola, os reinados, o congado, o candombe, a dança-afro – e do patrimônio material, como à Gruta da Lapinha.
Devido à ação cultural realizada nas edições anteriores, o “Lapinha Museu Vivo” se firmou no cenário cultural de Lagoa Santa, atraindo um público médio de cinco mil pessoas, dentre alunos das escolas públicas da região, alunos da Acesa e de outras escolas de capoeira angola do Estado, bem como a população em geral da Lapinha e de Lagoa Santa.
Outro fator determinante deste evento está no intercâmbio cultural promovido com a troca de experiências dos grandes mestres de tradição oral. Assim o evento tem trazido para Minas grandes mestres da capoeira angola, como os baianos mestres de capoeira angola Virgílio e Cabelo – de Ilhéus, os alunos diretos de Mestre Pastinha – o guardião da capoeira, mestres Gildo Alfinete e Boca Rica (representantes da Associação Brasileira de Capoeira Angola) e João Pequeno (Academia João Pequeno de Pastinha, guardião da Capoeira Angola neste século), para trocarem experiências e saberes com outros mestres da capoeira angola de manifestações culturais do Estado, como Dona Mercês, do Candombe e dona Isabel, Rainha Conga do Reinado de Nossa Senhora do Rosário.
O V Encontro de Cultura de Raiz "Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição", mantém a tradição e garantirá a presença de mestres da cultura popular. Um dos diferenciais da programação de 2008 é a exibição dos filmes premiados no Fórum DocBH 2007, o maior festival de cinema etnográfico do Brasil e da estréia do documentário ENCONTROS DE RAIZ, de Carem Abreu com edição de Ton Amâncio, produzido pela ATOS Central de Imagens. |
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