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NOVO ESPAÇO CULTURAL BELO-HORIZONTINO RESGATA ARTE DE INIMÁ DE PAULA
Reportagem - Liliane Martins
Edição/ Revisão - Carem Abreu
O museu Inimá de Paula foi inaugurado no dia 28 de abril, em uma noite de glamour com a presença de toda socilite da capital mineira, do governador do estado, seus Secretários de Cultura e grande parte da mídia da cidade. Esse novo espaço artístico-cultural foi criado para ser um espaço de acesso ao público das obras deste renomado artista mineiro considerado o maior fauvista brasileiro – o fauvismo é uma corrente artística do início do século XX associada à pintura caracterizada pela busca da máxima expressão pictórica. O fauvismo possui características marcantes como a simplificação das formas, o estudo do uso das cores e uma elevada redução do nível de graduação das cores utilizadas nas obras.
A idéia da criação do novo espaço surgiu em 2002, quando o presidente da Fundação Inimá de Paula, o empresário Mauro Antunes Júnior, decidiu abrigar as obras do artista em um museu. O local escolhido foi o imóvel situado na esquina da Rua da Bahia com Avenida Álvares Cabral projetado por Luiz Signorelli entre 1926 e 1930 que já instalou o Clube Belo Horizonte e o Cine Guarani.
O projeto de revitalização do espaço para criação do museu Inimá de Paula foi de responsabilidade do arquiteto Saul Vilella e custou R$ 4 milhões, sem uso das leis de Incentivo. A restauração foi realizada tanto interna quanto externamente, visando recuperar a identidade original do edifício.
O museu possui cerca de 100 obras de Inimá de Paula cedidas por colecionadores em regime de comodato por 2 anos e deve ser modificado de 6 em 6 meses para mostrar diferentes óticas relacionadas às obras do autor. O espaço disponibiliza salas para exposições temporárias onde se prevêem 3 ou 4 exposições anuais de jovens artistas e autores com carreira estabelecida.
INIMÁ POR INIMÁ
Inimá de Paula nasceu em 1918 em Itanhomi/ MG. Passou a infância em Mutum/MG e a juventude em Juiz de Fora/MG onde deu seus primeiros passos no caminho da arte. Entre 1944 e 1945 mudou-se para Fortaleza/CE onde conviveu com Aldemir Martins e Antônio Bandeira e o crítico Mário Barata.
Essa vivência mostrou que Inimá deveria de fato seguir os caminhos da pintura. Ao mudar para o Rio de Janeiro, se associa ao circuito turístico, participa de salões e ganha proteção de cândido Portinari, que escreve texto para a primeira exposição do mineiro em 1948, no IAB na capital carioca.
Em 1954 recebe como prêmio, uma viagem ao exterior onde conhece o Salão de Arte Moderna em Paris, onde viveu até 1956. Inimá foi conhecido por ser um dos artistas modernista mineiro mais fluente. Em suas obras notam-se traços e cores marcantes e que fez muitos lhe reconhecesse como um verdadeiro intérprete da “Sensibilidade Tropical”. Faleceu em 1999 em Belo Horizonte. |
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