XXVIII SEMINÁRIO DE OUTONO – DESTINO: O DRAMA COTIDIANO DE VIVER E MORRER
Reportagem - Liliane Martins e Carem Abreu
Aconteceu entre os dias 17 e 21 de abril, em Belo Horizonte, o XXVIII Seminário de Outono, realizado pelo Restaurante Escola Fonte de Minas e o Instituto Princípio Único. Neste ano o tema do seminário foi “Destino: O drama cotidiano de viver e morrer”. Dirigido pelo papa do arroz integral, o professor Tomio Kikuchi, o evento teve aproximadamente 70 participantes. Além de palestras públicas dirigidas pelo professor, os participantes tiveram contato com oficinas de Tai Chi Chuan, Kundalini e Tantra Yoga, Capoeira Angola, auto-controle terapia, auto-diagnóstico, aulas de culinária, exibição do vídeo-piloto "O que se Consome" e refeições integrais que deixaram muita gente com água na boca.
Nos últimos dois anos, em suas conferências pelo mundo o professor Tomio Kikuchi - introdutor da macrobiótica no Brasil - vem colocando em discussão as conseqüências do estilo de vida do sistema educacional do mundo ocidental, que prioriza a ação em detrimento ao pensamento, tornando-nos, a cada dia, mais consumistas e dependentes. Em contrapartida, a Auto-Educação Vitalícia propõe, através da educação cotidiana do pensamento e da vontade, uma mudança de perspectiva de vida pra além deste mundo de consumo e dependência. Este critério da Auto-Educação Vitalícia, um aprofundamento conceitual e prático do modelo de vida anteriormente conhecido como Macrobiótica, vem sendo difundido e desenvolvido há mais de 50 anos no Brasil e América Latina pelo professor Tomio Kikuchi.
Confira abaixo algumas dos alimentos verbais psicossomáticos do Professor Kikuchi durante suas palestras sobre o tema “Destino: drama cotidiano do Viver e do Morrer”
Tudo depende da palavra. Temos CINCO BOCAS: olhos (energias espectrológicas), nariz (energias aéreas), ouvidos (energias sonoras, sensitivas), boca (energias sólidas e líquidas) e umbilical (energia vital, criadora)
Quem sabe comer pode comer de tudo, controladamente, razoavelmente,
Expirar é principal, inspirar é secundário
Toda doença é conseqüência da escravização, do hábito. Não é fácil! Precisamos aprender a descravizar – escravização é a dependência e independência é libertação.
O sistema é escravizante, sabendo ou não sabendo, a gente fica escravo, mas quem tem chave não tem problema. Gente escrava é condicionada, tem apego, unilateralidade, e essa é uma parte da nossa realidade.
Sinônimo de dúvida é pecado. O pecado é relacionado com o apego.
Nós somos a existência, temos que ter autodefesa, tem que ter estratégia para proteger da ameaça do inimigo, que entra pela boca. Por isso, temosque controlar a porta de entrada da – a boca.
Não precisamos correr atrás do dinheiro. O dinheiro é que corre atrás da gente.
Conhecer-te a ti mesmo é uma idéia fraca e eu mesmo a corrijo. Não é conhecer-te a ti mesmo, e sim REconhecer-te a ti mesmo. Diferente não?
O reconhecimento principal é o auto-REconhecimento.
Se está ruim está bom! A dor fortalece a consciência, o extinto, a sensibilidade.
Felicidade é meio
O pior drama conjugal: viver junto estando sozinho
A mais bonita flor também fica feia
O pior processo ameaçador é a morte
Morte triste é aquela que acabou que não gerou nenhum exemplo |