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CAPOEIRISTAS COMEMORAM 119 ANOS DE MESTRE PASTINHA
e avaliam a presença feminina na Capoeira Angola
No próximo dia 5 de abril, sábado, de 9h às 19h, mulheres praticantes de oito grupos de Capoeira Angola de Belo Horizonte (Íuna, Meninos de Palmares, Associação Cultural Eu Sou Angoleiro- Acesa, Angola Dobrada, Fundação Internacional de Capoeira Angola - Fica, Angola de Minas, Camujêre e Associação Capoeira Angola África Brasil) promovem o evento A Manha da Capoeira, realizado no Centro Cultural Vila Marçola (Rua Mangabeira da Serra, 320 - Serra). O evento é aberto a todos os interessados e comemora os 119 anos de nascimento de Vicente Ferreira Pastinha, mestre de Capoeira Angola, baiano criador da modalidade no Brasil e responsável pelo ressurgimento da capoeira no século passado.
Mestres, contra-mestres e treinéis de Capoeira Angola (Índio, Primo, João Angoleiro, Jurandir, Renê, Medonha, Alcione, Edson Polidório e Marilene Rodrigues) ministrarão oficinas de ritmo e movimento. Uma roda de conversa irá discutir o papel e a presença da mulher na Capoeira Angola, a partir da herança de Pastinha. O evento contará, ainda, com dança afro, roda de berimbaus, almoço cultural, exibição de filmes (documentário “Mestre dá Lição”), exposição de artes plásticas, performances culturais e grande roda de Capoeira Angola.
MESTRE PASTINHA: GUARDIÃO DA CAPOEIRA ANGOLA
Mestre Vicente Ferreira Pastinha (1889-1981) é considerado o guardião da Capoeira Angola e foi responsável por sua difusão e valorização no século XX, ensinando que tal arte “é mandinga de escravo em ânsia de liberdade”. Com um forte poder social e educativo, a Capoeira traz em sua filosofia ensinamentos importantes como ancestralidade, oralidade, identidade e história.
Hoje ela se faz presente em locais de vulnerabilidade social, escolas e associações comunitárias como instrumento educativo e transformador. Sua atuação se desdobra em ações como a aprovação da Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história da África e afro-brasileira nas escolas.
A Capoeira Angola também apresenta efeitos indiretos importantes, atuando como elemento de conscientização e identificação da criança, jovem ou adulto com o seu meio, com si mesmo e com os outros, promovendo a valorização do notório saber dos mestres populares e ampliando o diálogo racial e de gênero. A Capoeira Angola nos remete à origem da capoeira no Brasil e por isso é reconhecida como patrimônio imaterial, símbolo de luta e resistência na construção da identidade do povo brasileiro.
PROGRAMAÇÃO:
9h às 13h – Oficinas de Capoeira Angola (movimentação e ritmo) e Dança Afro
13h às 15h – Almoço Cultural
15h às 17h – Abertura Roda de Berimbaus e Roda de conversa (Tema: Produção e Re-produção)
17h – Roda de capoeira
19h – Encerramento
EVENTO: COMEMORAÇÃO DOS 119 ANOS DE MESTRE PASTINHA
DATA: 05 de abril, SÁBADO - HORÁRIO: 09h às 19h
LOCAL: Centro Cultural Vila Marçola - Rua Mangabeira da Serra, 320 - Serra
Ônibus: 2102, 4102, 4111 e 9106
REALIZAÇÃO: Angoleiras de BH (mulheres praticantes de Capoeira Angola)
INFORMAÇÕES: Contra-Mestre Alcione Alves (31) 9735 9627 / 3212 9244
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: - Carem Abreu (5.871/MG) (31) 9297-1582 - Júnia Bertolino (0011097/MG) - (31) 9917 6762– Débora Santos (31) 9811-5981.
GRUPOS DE CAPOEIRA ANGOLA ENVOLVIDOS: Angola Dobrada, Íuna, Meninos de Palmares, Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa), Fundação Internacional de Capoeira Angola (Fica), Angola de Minas, Camujêre e Associação Capoeira Angola África Brasil. |
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